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Entrevista : CAMBRIANA

by em 15 de Fevereiro de 2012

Fizemos um bate-papo rápido com a banda que tá fazendo um barulho na internet a mais ou menos um mês, um barulho bom, diga-se de passagem.

A banda Cambriana lançou um EP, o ”Afraid Of Blood”, muita gente curtiu e logo eles divulgaram seu álbum, ”House of Tolerance” que promete ser um dos melhores lançamentos de 2012.

A maioria das pessoas que ouviam sempre faziam a mesma pergunta ”sério que isso é brasileiro?” e logo se apaixonava pelo som da banda.

Duas semanas depois de lançar o House of Tolerance, para a alegria de já muitos fãs, a Cambriana divulgou seu novo single ”Slow Moves” que vem com uma B-Side de Big Fish. Big Fish ganhou uma versão feita por Ara Macao, vale a pena conferir.
Confira abaixo o papo que tivemos com o Luis, vocalista da Cambriana.

Qual foi o maior desafio desde as composições, passando pelas gravações, até o lançamento do House Of Tolerance? 

O maior desafio é definitivamente compor as canções. Pode-se dizer que eu já venho tentando fazer isso dar certo há mais de 5 anos, mas só comecei a ter resultados satisfatórios ano passado. E eu espero que essa seja a resposta de todas as bandas; se compor não for a parte mais difícil, tem alguma coisa errada, haha.
Muitas bandas consagradas dizem que viver da música é uma coisa difícil, principalmente no Brasil, por vocês estarem começando, o que acham disso? O fato de só gravarem em inglês facilita alguma coisa ou isso tudo é relativo?
Com certeza é complicado viver de música, mas ninguém da banda tá interessado em fazer isso como hobby. O objetivo é que a Cambriana seja o nosso foco, e que possamos dedicar todo o nosso tempo pra fazer músicas, gravá-las e tocá-las ao vivo. Se nós tivermos a sorte de chegar numa posição onde dá pra viver do trabalho na Cambriana, maravilha.Eu não sei se gravar em inglês facilita ou não. É claro que abre possibilidades pra fora do Brasil, mas ele também pode afastar pessoas daqui que preferem letras em português. Mas eu nem acho que isso conta tanto. Brasileiros não costumam ter preconceito com música de fora, ainda mais quem curte o tipo de som que a gente toca.
 
Li em uma entrevista recente onde  você fala que vocês fazem música por prazer, por gostar mesmo de música.  Sobre o dinheiro e fama, é consequência?
Dinheiro é uma necessidade pra continuar fazendo a música. Fama é uma consequência que eu imagino que seja bastante superestimada. Não estou esperando por ela nem um pouco.
Pro decorrer do ano já deve ter vários projetos, já pensaram qual música seria escolhida pra virar clipe? (Faço torcidas por Vegas ou Face to Face) Tem alguma novidade, mais músicas prontas?
Não decidimos nada ainda. Acho que ia ser legal fazer um clipe pra “The Sad Facts”, já que muita gente curte ela. E eu concordo que a “Vegas” é bem cinematográfica. A “Face to Face” também é uma possibilidade.
 
Sobre músicas novas, não pretendemos lançar mais nada nosso nos próximos meses, mas já estamos planejando lançar um EP ou algo do tipo lá pra Junho ou Julho. E nós estamos nos divertindo com alguns covers, que podem acabar saindo também.
Escutei todas as músicas desde a divulgação do “Afraid of Blood” e não consigo escolher uma favorita, são todas fodas, tem alguma música que vocês curta mais?
Eu (Luis) gosto muito da “Vegas”, talvez porque foi uma das últimas que foram compostas e não tive tempo de enjoar dela ainda. Eu também fiquei feliz quando a “Waitress” ficou pronta. O Rafael gosta da “Face to Face”. O Pedro da “Swell” e da “Until”. O resto da banda eu não sei dizer ao certo.
Acompanhei o show no Metropolis e achei incrivel, no final dessa semana já rola o Grito Rock. Muitas expectativas ou o medo já passou?
Estamos mais tranquilos, mas ainda queremos refinar o show ao vivo. O Grito Rock não vai ter passagem de som, então rola aquela apreensão sobre como as coisas vão estar soando quando a gente começar, mas imagino que vai dar tudo certo. Se não der eu jogo uma garrafa em quem tiver operando a mesa de som.
 
Morar na terra do pequi e não gostar de pequi é normal, eu mesmo odeio, agora odiar feijão? Por que Luis?
Eu gosto de feijão tropeiro, mas feijão “puro” é dose, principalmente quando tem muito molho, que parece uma sopa sem gosto. Não rola.
Em relação a shows, turnês pelo Brasil, o sucesso é grande e tenho certeza que vocês vão alcançar muito mais, exterior e tals. O que vocês esperam daqui pra frente? Eu vi que já vai ter um show em Brasília no final desse mês, já conseguiram outras datas?
Na verdade não confirmamos o show de Brasília ainda, mas acho que tocaremos no Grito Rock de Piracanjuba também. Eu não sei se já ouviram falar da gente por lá. Pros piracanjubenses (?) que tiverem lendo o Blitz Rock: favor enviar o link do nosso álbum pros seus amigos, parentes, amantes, etc.
O que os fãs podem esperar da Cambriana?

Música que não seja preguiçosa ou banal. Acho que é o mínimo que a gente pode fazer por eles.

Cambriana é:

Luis Calil (Vocal, guitarra, violão, teclado)

Wassily Brasil (Teclado, guitarra, baixo, backing vocals)

Eduardo Carneiro (Bateria, piano)

Pedro Falcão (Baixo, saxofone, backing vocals)

Wanderson Meireles (Guitarra, violão, banjo, teclado, backing vocals)

Rafael Morihisa (Guitarra, violão, teclado)

Israel Santiago (Guitarra, violão, teclado, backing vocals)


Vocês podem curtir e baixar todo o material da banda no bandcamp e seguir nos canais abaixo:

Site

Facebook

Twitter

http://youtube.com/CambrianaMusic

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From → Entrevistas

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