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Entrevista: Far From Alaska

by em 1 de Outubro de 2014

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A banda que saiu lá de Natal-RN, para conquistar os palcos de grandes festivais no Brasil e que tem alcançado um público cada vez maior desde o lançamento de seu disco, “Mode Human”, este que já está na lista de melhores álbuns nacionais de 2014.

A voz marcante de Emmily Barreto, juntamente com os riffs pesados de Cris Botarelli e Rafael Brasil, a bateria de Lauro Kirsch e no baixo Eduardo Filgueira, formam o Far From Alaska, que em 2012 passou pelo Planeta Terra Festival após vencer um concurso e tocou no mesmo dia de Gossip e Garbage. A banda também já esteve pelos palcos do Festival Bananada, Festival Dosol, Vaca Amarela e Porão do Rock, neste último, batemos um papo com eles nos bastidores que estavam animadíssimos por ser o primeiro show na capital federal.

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Confira agora o papo com Cris Botarelli, que comenta sobre o “modeHuman”, shows em Goiânia e até revela que quer gravar com Jack White.

Comecei a ouvir vocês assim que soube que era a banda vencedora do concurso pra tocar no Planeta Terra Festival, ainda estava no comecinho da banda, fui pesquisar o som e curti logo na primeira faixa. Agora com primeiro álbum lançado, contrato com gravadora, etc. Qual é a sensação de ver um projeto como este concretizado? Como têm sido a recepção do público?

Primeiramente, que linda história de amor, haha adoramos! A sensação é de concretizar um sonho mesmo, há muito tempo tocamos em bandas e é a primeira vez que uma delas engrena dessa forma. Isso tudo, claro, só está sendo possível porque as pessoas estão recebendo muito bem o disco (e o ep também!), dão força de verdade, divulgam, fazem o buzz.. a gente fica de cara com isso, é muito massa. 
 
Longe do Alaska, a banda nasceu na “Cidade do Sol”. Mas hoje vocês já passaram e estão indo cada vez mais por muitos lugares diferentes. Como é essa experiência de colocar o pé na estrada e quem sabe poder viver de música? 
A gente não vive de música ainda… Todos temos outros empregos, de programador à advogada, passando por diretor de arte e sei lá mais o que, tem de tudo na banda, mas nosso sonho é conseguir largar tudo sim, será que um dia rola, heim? 
Como foi o processo de produção do “Mode Human”?  
Pré-produzimos quase tudo aqui em Natal, nos ensaios. Desde o começo da banda que estamos compondo esse disco, daí chegamos no estúdio de gravação já com 80%  na agulha. Nosso trabalho além de executar foi apenas pirar em detalhes técnicos de timbres, experimentação de microfones diferentes, essas coisas. No mais, foi bem a gente se descobrindo como banda também, já que não tem uma ‘liderança’ nas composições. Fazemos tudo juntos, de forma bem livre. 
 
Nos últimos tempos o País tem sido palco de manifestações. Isso, curiosamente parece não ter refletido diretamente no rock brasileiro, como ocorreu nos anos 80, por exemplo. Como você avalia essa situação? 
 
Acho que não é só no Brasil, sabe? Fica parecendo que o mundo inteiro era ‘mais politizado’ há algumas décadas. E pode nem ser verdade, só que aparentemente o volume de informações que as pessoas recebem hoje em dia através da internet dilui o impacto das notícias, dos acontecimentos sociais. O Facebook serviu pra ajuntar uma multidão pras manifestações, e outra multidão pra ver vídeos de gatinhos. Nada subsiste por muito tempo na internet porque as pessoas querem sempre o ‘next topic’. A dinâmica desse tempo é essa. A única coisa que não muda, porque é comum a todo mundo, é o interesse no campo das relações humanas, sejam amorosas, de amizade, ou de sei lá mais o que. Então é bem isso, a música em geral, de alguma forma, sempre é um retrato social da nossa época, mesmo que não diretamente. 
Em um trecho de “Politiks” a letra diz que “este é o fim da era da enganação”. O que vocês quiseram dizer exatamente com isso? Tem alguma relação com a fase atual do governo no nosso país?
 
Não tem relação concreta com o governo atual, mas poderia se aplicar. Na verdade a música fala mais sobre politicagem do que sobre política. Estar sob influência de alguém por uma questão hierárquica e ter de se submeter a fazer algo ou agir de forma x ou y porque do contrário esse alguém pode te prejudicar. São as famosas entrelinhas do jogo político. O fim da era da enganação acontece quando você descobre que é manipulado e a partir dessa consciência escolhe como agir a partir disso, o que pode significar, inclusive, continuar no jogo. 
 
Geralmente, toda banda nova sempre é alvo de comparações. Acontece o mesmo com vocês? Incomoda ou lidam com isso tranquilamente?
Sim, é fato. Acontece sim! Incomoda quando fica parecendo que o som da banda tem que ser “validado” com uma referência expressa à uma alguma banda ou subgênero do rock. Além de julgarmos desnecessário, é muito difícil isso no FFA, porque as influências são absurdamente diversas e diluídas… 
 
Tem algum artista com quem você gostaria de gravar?
Jack White. Já pensou? ahahaha
 
 
Vocês tocaram em Goiânia esse ano no Festival Bananada, um dos melhores shows do dia. Agora em setembro a banda passou novamente pelo Festival Vaca Amarela. Como foi? Gostaram do público?
Goiânia é muito massa! A gente sente uma identificação com a galera, que é roqueira que nem em Natal e valoriza muito a cena própria, isso é vital pras bandas! Ou seja, sempre muito bom ir pra Goiânia! O show foi insanidade e choque de monstro, o Vaca é um festival muito foda! 
 
Na letra de Dino vs Dino vocês dizem: “Espere, silêncio, eu tenho que contar a minha história, cara”. Mas a real é que vocês estão escrevendo a história de vocês com muito barulho (bom) e com um som da pesada, como o bom rock n roll exige. Mas falando em escrever história, o que vocês planejam/almejam para o futuro da banda? Pensam em tocar fora do Brasil?
Ai, obrigada. A gente almeja fazer rolar isso no Brasil, estamos aí rodando, fazendo o que dá e até o que não dá. Sobre tocar fora, seria irado, mas não temos planos concretos nem nada, fica aí o apelo inclusive… if you’re a gringo producer and wanna take us overseas, please step up, our contact number is… uahuauauha
Confira abaixo o clipe incrível de ‘Dino vs Dino’:
 
Pra finalizar, indica alguma banda nova que o Far From Alaska curte ouvir pra gente pesquisar o som.
Nova? eitcha! Warpaint conta como nova? Estamos ouvindo muito essas linda! ahaha procurem, vale a pena demais!
Para ouvir o disco completo e mais informações sobre a banda, só acessar www.farfromalaska.com

From → Entrevistas

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